Das minhas memórias de infância, recordo que após o almoço meu pai costumava ouvir em sua radiola um vinil de Nelson Gonçalves, e uma das canções, “Naquela mesa”, trazia em sua letra uma mensagem muita linda sobre a falta que um pai faz.

Em um dos versos “Naquela mesa tá faltando ele e a saudade dele tá doendo em mim”.

Naquela mesa do debate da 95fm faltou a presença do prefeito Carlos Eduardo, que assim como os demais candidatos à prefeitura de Natal, foi convidado a participar do evento.

As regras foram discutidas previamente e democraticamente com os assessores dos candidatos.

O prefeito sequer enviou um assessor para participar da reunião.

‘Naquela mesa tá faltando ele’ mas a saudade dele não dói em mim.
Dói em todos os natalenses que esperam do prefeito a sua participação num momento de eleição para debater, e até mesmo defender a gestão onde ele já busca a reeleição.

A ausência mais sentida do debate foi duramente criticada pelos adversários do prefeito.
Eles também sentiram sua ausência.

O prefeito faltou com respeito com todos os eleitores, com os adversários e com a cidade.
Parece arrogante a ausência de quem acha que não precisa debater os problemas da cidade ou ele acha que Natal não tem problemas?
Ou ainda pior, como foi levantado por vários adversários, acredita que já está reeleito?

‘Naquela mesa tá faltando ele’.
Tá faltando e essa música fala da ausência de um pai.
Ontem vi o quanto um pai e líder faz falta na vida de alguém como Carlos Eduardo Alves.
Pois duvido que, se vivo estivesse, Agnelo Alves, pai do prefeito, permitiria que ele fugisse de um debate.

Naquela mesa e naquela família, faz falta a lucidez de Agnelo Alves.

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