Aguardo com ansiedade o quarto livro do Jornalista Rubens Lemos sobre o antigo estádio Machadão, sua demolição e a construção da Arena das Dunas.

Inaugurado a 4 de junho de 1972, o Machadão, inicialmente batizado de Presidente Castelo Branco na Ditadura, terminou por prestar justa homenagem ao jornalista João Machado, presidente da Federação de Futebol por 20 anos. Foram 39 anos como principal palco do esporte potiguar, por onde passaram nomes do futebol brasileiro de Pelé a Zico e tantos outros.

A intenção, segundo o autor, que sempre foi contrário à demolição, é reviver a época áurea do futebol potiguar, quando os clássicos entre ABC e América nos anos 1970 levavam até 50 mil pessoas ao estádio, conhecido como “Poema de Concreto” pela sua arquitetura ondulada. “O Machadão foi assassinado covardemente e a Copa do Mundo não rendeu qualquer benefício ao nosso Estado. Ao contrário. O patrimônio público foi comprometido e a empresa donatária da arena – onde nunca pisei graças a Deus -, leva R$ 11 milhões todo mês por 20 anos, num Estado falido na segurança, saúde e com servidor recebendo atrasado”. Em entrevista a jornal Tribuna do Norte, o escritor disse que “A ganância assassinou o Machadão”.

Me pergunto se Rubinho, como é carinhosamente conhecido o jornalista, vai revelar no seu livro o nome dos gananciosos. Lembrando que o ex-deputado e ex-ministro Henrique Alves está preso desde junho, acusado de ter participado de um esquema que teria desviado,  segundo a polícia federal R$ 77 milhões de verbas na construção do estádio Arena das Dunas.

 

 

 

 

 

 

Serviço:

LIVRO: MEMÓRIAS PÓSTUMAS DO ESTÁDIO ASSASSINADO

PÁGINAS: 472

DATA: 09/11/2017 – 18 horas

LOCAL: AABB NATAL, AVENIDA HERMES DA FONSECA,1017, TIROL.

Preço: não divulgado

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