O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, deve rejeitar o pedido feito por governadores do Nordeste para a contratação de médicos brasileiros formados no exterior para ajudar no combate à pandemia do coronavírus. Os governadores pedem autorização para contratar cerca de 15 mil médicos formados no exterior que não possuem autorização para atuarem no Brasil.

O Ministério da Saúde afirma que foi feito um cadastramento de médicos no país e que há mais de 385 mil profissionais de saúde dispostos a atuar imediatamente em todo o Brasil, além dos mais de 102 mil estudantes dos cursos de Farmácia, Medicina, Enfermagem e Fisioterapia.

OPINIÃO DO BLOG

Há pouco mais de 1 ano, mais de 2,5 mil médicos cubanos optaram por permanecer no Brasil, mas relataram estar em uma situação precária: não podiam praticar medicina nem conseguiam outro tipo de emprego. Isto porque, em novembro de 2018, logo após a eleição de Bolsonaro, Cuba anunciou sua retirada do programa devido a críticas feitas pelo novo presidente do Brasil. As declarações do eleito colocaram em questão a formação dos profissionais cubanos e os termos do acordo entre os países mesmo antes da sua vitória, quando era candidato. A decisão deixou mais de 8 mil médicos cubanos diante do dilema de voltar à ilha ou ficar no Brasil. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS Brasil), o número de médicos cubanos da cooperação foi sendo gradualmente reduzido, nos últimos anos (2013 a 2018), de mais de 11 mil para cerca de 8,3 mil.

O Governo Bolsonaro, além de ter lançado mão do programa Mais Médicos, por questões políticas, ainda despreza os formados de Medicina fora do Brasil. São médicos que buscam atuar no país e não conseguem revalidar o diploma. Impressionante ou não, o Governo Federal não faz nenhum tipo de movimento para aproveitar essa mão de obra qualificada e de suma importância na atual conjuntura de saúde pública.

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