O secretário municipal de Saúde, Luiz Roberto Fonseca disse ter encontrado motivos para pedir o cancelamento do concurso. Em uma primeira nota à imprensa, a secretaria de Administração negou que isso pudesse acontecer.

Agora após o sindicato dos profissionais da saúde, Sinsenat pedir ajuda ao Ministério Público para investigar as supostas irregularidades no concurso, a secretaria de administração emitiu nova nota à imprensa e dessa vez admite a possibilidade de cancelar as provas realizadas no último dia 20 de junho com mais de 93 mil candidatos inscritos.

A secretária de Administração da Prefeitura de Natal, Jandira Borges de Oliveira, inclusive disse ter  notificado a empresa CKM Serviços Ltda, contratada para a realização do concurso público.

Na notificação, a secretária dá 48 horas para que a empresa se pronuncie sobre os indícios de irregularidades e descumprimento do contrato firmado para a realização do concurso. A CKM Serviços foi contratada por licitação realizada por pregão eletrônico.

A prefeitura admite em nota que a notificação foi realizada após a secretária receber memorando enviado pela Comissão formada para realização do concurso público e também em virtude das denúncias que foram encaminhadas através do Ministério Público estadual.

A comissão apurou falhas na realização do certame e o descumprimento por parte da empresa de várias clausulas do contrato. Os membros da comissão também fiscalizaram a realização do concurso no domingo, dia da aplicação das provas, e constataram as falhas já confirmadas em uma das salas onde estavam sendo aplicadas provas para o preenchimento de cargos de fisioterapeuta e também para os cargos de médico mastologista. A empresa já se comprometeu a fazer a reaplicação das provas para os concorrentes a esses dois cargos. “Que aconteceram falhas já resta provado, mas antes de aplicar as sanções cabíveis ou mesmo determinar a anulação do concurso temos que apurar os fatos para ter uma decisão embasada”, diz a secretária.

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